terça-feira, 6 de dezembro de 2011

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"Quando o cansaço bater e a vista escurecer; saiba que ainda vou estar de pé, de peito aberto e com a mente pronta pra disparar todas as verdades que guardei para qualquer quem que mereça e queira exercer papel de coitado. Vai ser quando bater, às quatro e vinte da madrugada ou da tarde, tanto faz, vai ser assim que a loucura tocar a minha espinha; pode ter a certeza de que a chama só vai aumentar, mais e mais!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

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"Você me trouxe uma calma estranha, algo bem maior do que aquilo que pensava ser a minha paz. Você conseguiu, de verdade, ajudar a encontrar meu centro de equilíbrio; e pode ter certeza, no que depender de mim, vou buscar sempre melhorar, pra estar sempre bem... para que eu possa sempre te fazer bem!"

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

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"Acabo de chegar a conclusão de que, o caminho vai ser árduo, cheio de pensamentos mal desenvolvidos e muita zica pesada pra fazer não dar certo. Mas também acabo de concluir que, precisamos sempre de uma provação e uma tentação. E que a provação me dê a eternidade que puder durar, e que a tentação continue me deixando assim, insano."

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Loucura cotidiana

Veja quão engraçada a vida é, perceba como ela vai se passando para nós; as pessoas, os lugares, os pensamentos, as contradições, as ações, e tudo mais que transforma a rotina em qualquer coisa parecida com aquilo que desejamos intimamente, e que voluntariamente não colocamos em prática. Sinceramente? Ainda não me cansei de estatelar a cara no chão, pois aposte todas as suas fichas de que me levanto mais uma vez e sempre; sentindo a constante necessidade de avaliar os fatos e argumentos que se estampam em minha forma de ver a vida, de correr atrás de tudo novamente. Quero lugares novos, pessoas corriqueiramente novas, verdades avulsas; e sempre o sentimento da possibilidade de querer o novo, o que ainda não veio, mas que temos a certeza de que é nosso por direto natural. E mesmo com a mente entúpida de coisas descartáveis, e idéias imutáveis, e ainda que me questionando sobre o que viria a ser “Deus” – mesmo sabendo o que, e quem Ele é –, quando se é jogado aos loucos, você acaba sendo devorado pela loucura; ela é quem te faz querer sentir a paixão que há nos horrores, e ver a monstruosidade que vive entre amores. Mas verdades sejam ditas, ainda que de tudo algo mude, ou se transforme; será um pecado pessoal deixar de lado todos os meus sentimentos maus.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

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"Nada se cumpre como fundamentalmente tem de ser; já que nada gira em torno, ao que na teoria, atende por bem, ou por mal. Onde manter o equilíbrio é necessário, somente quando as noções entre o seu bem e o seu mal não estejam nitídamente amenizadas com suas finalidades mais sórdidas, e harmonicamente sintetizados com suas loucuras menos benevolentes. Mas afinal... qual graça tem em ser um fundamento a ser cumprido?!"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Escute

Escute, apenas escute...
Pare! Tente só escutar... Com calma, escute. Escute os sons, esses que vêm de você, esses que também vêm do mundo; os passos na calçada, as conversas paralelas, o som dos pensamentos se chocando sob o ar. Escute, a ele que chega e nunca pede licença, que parece ir, mas nunca se vai por completo, apenas muda em uma inexplicável metamorfose, que apenas vê e escuta as batidas mais fortes do coração... Ele sim tem razão, escute a este que te vem lá do fundo, de algum lugar que nem você, e muito menos eu compreendo. Tenha as mais belas e frustrantes vontades, os mais loucos e simples delírios, deixe o tempo passar, correr, brincar... Ninguém melhor que ele pra te mostrar, ocupar e “roubar” seus pensamentos. E agora escute... Os restos que ficaram, as marcas que cicatrizaram em alma; isso o tempo não vai te fazer engolir a seco; apenas ficarão e ecoarão por sua existência, enfim, apenas escute...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

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Presta atenção, antes que o raciocínio se perca, e que logo adiante o silêncio se torne permanente: tem para si o ávido dever de manter o segredo, repousado no cómodo movimento nulo de quaisquer lábios. Apressa-te ao sumo conhecimento; já que o não dizer, o não gritar, e muito menos o não sussurrar, te acalenta o entendimento sobre o que deveras é. Torna-te amigo, mas de antemão não amigo; deixe que afirme a permuta recíproca. Aceite que isso te põe em constante escambo com tais guias que facilitam vida, mente e espírito!
Adimita... que mesmo estranho e cheio de manias insalubres, força-te a um inexplicável reconhecimento pela causa própria.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

MÁQUINAS CARNAIS

Entender-se-á por momento purgativo o ato de ser. Fato. Tendo em vista a ciência de que todo sangue e carne acrescem àquilo que te afirma como verídico, fazendo-se lembrança concreta das amarras que foram deixadas em algum atempo longínquo; e ainda continuadas conforme se esboça planos quando se almeja ser. No entanto, passamos a criar meios bastante viáveis de se fazer ausente, de nós mesmos, o verdadeiro instinto incorpóreo que nos é inato. Sendo as causas imensuráveis, tendo parte inclusive, e mesmo que hipoteticamente, o errôneo apreço de nossos queridos pais. Ao indivíduo, infelizmente, tem-se a mesma consequência inerte de se ver vazio e estupidamente incapaz de enxergar o clamor desesperado de sua própria essência; transformando-se inegavelmente em uma máquina de mínima complexidade, que usando como autojustificativa o falso demonstrativo de consciência para consigo mesmo e ainda também para com quem lhe é conveniente, se torna um absurdo comum. E se questionado sobre o sabor do sangue que se derrama antes da vitória, ou sobre a dor, mesmo que superficial, na carne após uma inabalável comemoração. Há somente o silêncio. Não existe mais o individuo como o outro, certamente porque a contemporaneidade exige muito mais de si para o bem dos outros, do que para si mesmo. Somos máquinas, somos carne, nos tornamos invioláveis e cheios de garantias contra o mau funcionamento; tornamo-nos prestativos demais, eficientes demais, obcecados pela perfeição do “sempre e mais”. Deixamos de lembrar que o ato de ser, é o fato de carregar consigo a mais lisérgica e alucinante verdade. E já que de Deus herdamos “sua imagem e semelhança”, o que herdarão nossos filhos; se nem ao menos nos questionamos sobre a noção de nossa própria individualização ativa no universo?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

NOSSA TOLA PREGUIÇA

Faz algum tempo que tentei escrever alguma coisa, por simples indiferença a tudo que tenha acontecido, ou pelo tolo fato da preguiça, no entanto, isso não gera a mínima importância, mas não para quem lê; pois o acontecimento que é para alguns um mero destrinchar de linhas, para outros poucos, que realmente se deixam tocar, se torna uma lição ou até mesmo uma centelha de esperança em seus momentos pessoais. E como é incrível a sutileza com que levamos alguns desses momentos, que diante de nós mesmos passam despercebidos, por sermos tolos como a preguiça, por termos medo de nos expor, até perante um espelho; e por isso passamos a vida tentando entender, e algumas vezes nos martirizando, sobre como é que pudemos ser algo que agora, neste exato instante em que eu escrevo ou que você lê, julgamos ser errado, é então que erramos de verdade, cometemos o pecado de entregarmos tudo nas mãos de ‘Deus’ – independente de religiosidades, crenças, ou até mesmo do nosso hábito repousado do que pensamos ser uma figura divina – por ser mais fácil; não paramos nem ao menos para pensar se nós conseguiríamos reverter, ou apenas nos desculparmos. Tentamos ser pessoas, objetos, ou até animais de estimação para que nos doem um pouco de atenção, e não satisfeitos ainda colocaremos em pedestais e ofereceremos louros a falsos ídolos, pois eles é que são ‘o espelho’, ‘este é o modelo a ser seguido’, quando tão somente é necessário olharmos para o nosso lado para avistarmos, só um guerreiro que nos segue em todas essas trincheiras, nunca nos abandona, e sempre com um sorriso no rosto, ou ainda mais fácil, já que gostamos tanto da nossa tola preguiça, onde apenas podemos olhar para dentro de nós, e nos esforçando mais um pouco nos tornaremos algo de verdade, algo que valha a pena bater no peito e defender, mas não com unhas e dentes, e sim com nosso coração e alma. Nossas escolhas serão para todo o sempre apenas nossas, íntimas e pessoais... E é exatamente aqui que devemos ter maior cautela, devemos deixar nossa hipocrisia de lado e realmente nos importar com o que vai satisfazer por completo, enxergar que diretamente e, várias vezes, indiretamente atingiremos todos que nos cercam. E se por algum mero acaso, um dia pararmos para perceber o quão grande nos tornamos ao nos conhecer, então seremos gratos a nós mesmos e não iremos mais importar com o que pensam ou dizem que somos ou seremos em algum futuro distante, seremos apenas nós mesmos contra o nosso próprio espelho, lutando por nossa paz, por apenas um pouco mais de respeito.

(Texto de 12/01/2010)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MINHA PAZ



Se deixar um sonho pela metade, significa regressar ao Reino dos céus; peço que de mim leve apenas aquilo que lá não entre; peço que por aqui deixe todos os meus pensamentos, e também, alguns válidos argumentos. Se necessário invento. Levanto um castelo, até bato no dedo com um martelo, e no final vou lhe exigir um aumento. Sem fim, de tudo me isento, já que com a nula culpa não contento; por fim, da minha paz não abro mão, e com a força da minha mente lhe apresento, a vista acima do chão. Rezo para que, nem sempre o “para sempre” seja latente; mas desde que, existente dentro da gente. Onde o tempo é sábio, e não por caridade, nos ajuda a organizar nosso armário; pra falar a verdade, ele é bem esperto, dá sempre um jeito de nos por mais perto, ora por feliz coincidência, ora por total querência. Espero em algum momento entender, e me manter forte, buscando, de preferência, o norte; esperando, incansavelmente, com um sorriso amigo que conquista até o mais nativo sabido, que às vezes do contra, continua procurando a paz de onde o sol primeiro aponta. Peço a minha paz de volta, pois um bom filho a casa torna; um dia a poesia retorna, e flores voltarão a sair da minha cartola. No fim, agradeço por me fazer acreditar que o meu céu é aqui, que o meu sol nasce no seu sorriso; por me mostrar que o homem é muito pequeno perante o universo, mas também, muito maior quando te quer bem.