sexta-feira, 29 de abril de 2011

NOSSA TOLA PREGUIÇA

Faz algum tempo que tentei escrever alguma coisa, por simples indiferença a tudo que tenha acontecido, ou pelo tolo fato da preguiça, no entanto, isso não gera a mínima importância, mas não para quem lê; pois o acontecimento que é para alguns um mero destrinchar de linhas, para outros poucos, que realmente se deixam tocar, se torna uma lição ou até mesmo uma centelha de esperança em seus momentos pessoais. E como é incrível a sutileza com que levamos alguns desses momentos, que diante de nós mesmos passam despercebidos, por sermos tolos como a preguiça, por termos medo de nos expor, até perante um espelho; e por isso passamos a vida tentando entender, e algumas vezes nos martirizando, sobre como é que pudemos ser algo que agora, neste exato instante em que eu escrevo ou que você lê, julgamos ser errado, é então que erramos de verdade, cometemos o pecado de entregarmos tudo nas mãos de ‘Deus’ – independente de religiosidades, crenças, ou até mesmo do nosso hábito repousado do que pensamos ser uma figura divina – por ser mais fácil; não paramos nem ao menos para pensar se nós conseguiríamos reverter, ou apenas nos desculparmos. Tentamos ser pessoas, objetos, ou até animais de estimação para que nos doem um pouco de atenção, e não satisfeitos ainda colocaremos em pedestais e ofereceremos louros a falsos ídolos, pois eles é que são ‘o espelho’, ‘este é o modelo a ser seguido’, quando tão somente é necessário olharmos para o nosso lado para avistarmos, só um guerreiro que nos segue em todas essas trincheiras, nunca nos abandona, e sempre com um sorriso no rosto, ou ainda mais fácil, já que gostamos tanto da nossa tola preguiça, onde apenas podemos olhar para dentro de nós, e nos esforçando mais um pouco nos tornaremos algo de verdade, algo que valha a pena bater no peito e defender, mas não com unhas e dentes, e sim com nosso coração e alma. Nossas escolhas serão para todo o sempre apenas nossas, íntimas e pessoais... E é exatamente aqui que devemos ter maior cautela, devemos deixar nossa hipocrisia de lado e realmente nos importar com o que vai satisfazer por completo, enxergar que diretamente e, várias vezes, indiretamente atingiremos todos que nos cercam. E se por algum mero acaso, um dia pararmos para perceber o quão grande nos tornamos ao nos conhecer, então seremos gratos a nós mesmos e não iremos mais importar com o que pensam ou dizem que somos ou seremos em algum futuro distante, seremos apenas nós mesmos contra o nosso próprio espelho, lutando por nossa paz, por apenas um pouco mais de respeito.

(Texto de 12/01/2010)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MINHA PAZ



Se deixar um sonho pela metade, significa regressar ao Reino dos céus; peço que de mim leve apenas aquilo que lá não entre; peço que por aqui deixe todos os meus pensamentos, e também, alguns válidos argumentos. Se necessário invento. Levanto um castelo, até bato no dedo com um martelo, e no final vou lhe exigir um aumento. Sem fim, de tudo me isento, já que com a nula culpa não contento; por fim, da minha paz não abro mão, e com a força da minha mente lhe apresento, a vista acima do chão. Rezo para que, nem sempre o “para sempre” seja latente; mas desde que, existente dentro da gente. Onde o tempo é sábio, e não por caridade, nos ajuda a organizar nosso armário; pra falar a verdade, ele é bem esperto, dá sempre um jeito de nos por mais perto, ora por feliz coincidência, ora por total querência. Espero em algum momento entender, e me manter forte, buscando, de preferência, o norte; esperando, incansavelmente, com um sorriso amigo que conquista até o mais nativo sabido, que às vezes do contra, continua procurando a paz de onde o sol primeiro aponta. Peço a minha paz de volta, pois um bom filho a casa torna; um dia a poesia retorna, e flores voltarão a sair da minha cartola. No fim, agradeço por me fazer acreditar que o meu céu é aqui, que o meu sol nasce no seu sorriso; por me mostrar que o homem é muito pequeno perante o universo, mas também, muito maior quando te quer bem.