Pensamentos, preceitos, más vontades e boas índoles. Choca-se tudo sob as energias que nos cercam, entre as sintonias às quais vivenciamos, e abaixo de qualquer frequência que se possa pressentir. Acreditando assim, sermos senhoril de nós mesmos e inquilinos de algo que obviamente damos como direito natural; sem pedir licença, por favor, sem hipótese alguma de conceito, onde o acontecimento é fato e assim se firma como concreto; não prestamos a atenção devida ao movimento que o vento faz quando assopra bem forte no nosso rosto, e muito menos as curvas que a água faz ao tocar nosso corpo; enxergamos o que queremos, vemos da forma que podemos, mas sentimos da forma que precisamos.
Uns vem, e muitos outros vão, selecionados pelo tempo, mostrados pela forma de viver a existência, alguns mais intensos e outros bem lentos, os não muito fortes e os que nunca desistem; somos feitos das soluções efetivas de nossa própria problemática, tudo é parte e em algo maior se encaixa de forma linear; uns sempre irão compreender melhor que outros e alguns, nem ao menos, se prestaram ao papel.
A carne e o sangue, o pão e o circo, meios bem simples de nos mantermos ligados às nossas raízes hermeticamente romanizadas, praticamente eternizadas em nosso nódulo cerebral, exercido no modo: sempre e mais. Aqueles que entendem isso na sua forma crua e sensata possuem um poder enorme, têm para si o direito de mudança, os elementos que realmente fazem o diferente mostrar a sua diferença – mas antes, se ponham imunes aos movimentos maliciosos que nos invadem enquanto nos armamos para a defesa do saber.
Somos descontínuos e dessa descontinuação fazemos parte, entretanto, estamos continuamente dispostos à continuidade, ao óbvio, ao medo de sermos seres lisérgicos, de que na loucura infindável e humana está a resposta, de que a ânsia do irreal pode ser usada como um recurso ilimitado de saber. Deixemos de lado todo nosso julgamento vital, todo o pré-conceito que temos de mundo e universo, esqueçamos que esse universo possa conspirar a nosso favor; entenda que todo acontecimento é consequência, que a sequela que trazemos conosco vai nos acompanhar até o momento que quisermos enxergar que somente nós somos teoria e prática, que unicamente assim seremos desiguais, e principalmente que, não é o mundo que nos serve, e sim nós que o servimos!
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